




Para que possamos ligar estes diferentes temporalidades do quotidiano, a cada sessão traçamos previamente um mapa. Neste percurso, sem nos distanciarmos do elemento que deu o mote da 2ª sessão – O Vale de Alcântara (newsletter#5), recorremos à memória e a elementos simbólicos que remetem para a história da nossa Lisboa, para definir o traçado.
As cartas e as fotografias da nossa cidade vão-se reformulando, mas não acompanham a velocidade a que a cidade se altera. A tecnologia já nos permite, a partir dos nossos computadores, aceder à escala da rua. Permitir-nos-á algum dia alcançar a unicidade de cada lugar? São nos estratos de DNA da cidade antiga, nos movimentos que se alteram a cada momento, nas diversidades locais que encontramos quando percorrermos cada lugar que percebemos a nossa cidade. A lógica de ligação que se mostra a partir dos mapas nem sempre é a mesma da realidade de cada um.
Na encosta do Casal Ventoso, depois de migrações definitivas, hoje assistimos a um fluxo diário de movimentos humanos. A mudança é agora acentuada e impressa território. Já se desvenda o que será o novo parque verde urbano com a produção de novas linhas no tecido urbano.
Atravessando a Avenida de Ceuta e a Estação de Alcântara Terra, subimos pela encosta a Nascente do Vale de Alcântara.Ocultas por fachadas devolutas, encontramos formas alternativas de explorar um território planeado e construído no passado, mas que foi decaindo nas últimas décadas. Atrás de muros e portões, encontramos ainda um conjunto significativo de vilas que conservam uma vivência quotidiana do espaço semi-público. Encerrado neste agregado de baixa volumetria, algumas excepções de construção mais recente, em que as ruas foram deixadas sem um final definido…aguardam o 'próximo passo' na evolução urbana.
+ informações em: http://bound-ap.com/newsletter7_files/campu7.html